O envelhecimento é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama e cerca de 60% dos casos são descobertos tardiamente, aumentando drasticamente a letalidade em idosas, por isso a detecção precoce é essencial para o tratamento e cura do câncer  (SOUSA et al., 2020 ).

 Dentre os métodos de detecção, destaca-se o autoexame das mamas, uma conduta simples e sem custo financeiro, sendo um procedimento básico para rastreamento dessa neoplasia. Este exame permite que a mulher participe do controle da sua saúde, uma vez que possibilita o conhecimento, por ela, das características  de  suas  mamas,  facilitando a identificação de alterações morfológicas significativas (MATTOS et al., 2020). 

O autoexame das mamas 

Não existe uma técnica específica para seguir, mas há algumas sugestões que podem facilitar o autoexame como: 

  • Em pé: de frente para o espelho, observar o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas. Em seguida, levantar os braços e verificar se há alguma alteração; 
  • Deitada: apalpar a mama esquerda com a mão direita com movimentos circulares suaves, apertando levemente com a ponta dos dedos. O mesmo se faz com o outro lado; 
  • No banho: com a pele molhada ou ensaboada, elevar o braço direito e apalpar a mama suavemente com a mão esquerda estendendo até a axila. O mesmo se faz com o outro lado. 

Os sinais e sintomas de câncer de mama que podem ser percebidos no autoexame das mamas são: 

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher; 
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída de líquido anormal das mamas. 

Caso identifique qualquer alteração, deve-se procurar um posto de saúde para que um médico faça um exame clínico das mamas e encaminhe, quando necessário, para estudos mais detalhados, como a mamografia. Mesmo que apareça qualquer sinal de alerta da doença, não significa que há um tumor maligno na mama. A confirmação do câncer só é feita pela biópsia (quando é retirada uma amostra do nódulo ou do tecido mamário), (MOREIRA, 2018). 

Referências 

MATTOS, L. M. et al. O conhecimento e a prática da realização do autoexame das mamas: uma revisão integrativa. RSD Journal. v. 9, n. 4, p. 1-16, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/3028/2285

SOUSA, T. O. et al. O câncer de mama na mulher idosa: uma revisão de literatura. In: MOLIN, R. S. D. (Ed.). SAÚDE EM FOCO: TEMAS CONTEMPORÂNEOS – VOLUME 3. [s.l.] Editora científica digital, 2022. p. Cap. 34. Disponível em: https://downloads.editoracientifica.org/articles/201001575.pdf

MOREIRA, C. Outubro rosa: saiba como fazer o autoexame. Governo do Distrito Federal, 29 de outubro de 2018. Disponível em: https://www.df.gov.br/outubro-rosa-saiba-como-fazer-o-autoexame/#:~:text=Em%20p%C3%A9%3A%20de%20frente%20para,com%20a%20ponta%20dos%20dedos

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